Mercedes-AMG GLE 63 e GLS 63 voltam mais radicais do que nunca com V8 biturbo renovado
A Mercedes-AMG acaba de confirmar o que os entusiastas brasileiros esperavam com ansiedade: os gigantescos SUVs de alto desempenho GLE 63 S e GLS 63 estão de volta, completamente reformulados e mais extremos do que em qualquer versão anterior. Com um motor V8 biturbo de 4.0 litros revisado, tecnologia mild hybrid de 48 volts e uma dose extra de eletrônica de última geração, as duas joias da coroa da divisão esportiva da Mercedes prometem redefinir o conceito de SUV de luxo de alto desempenho — tanto no mercado global quanto no Brasil, onde esse segmento movimenta cifras impressionantes.
O Retorno dos Reis do Asfalto
Durante um breve período, rumores davam conta de que a Mercedes-AMG poderia abandonar os motores V8 em seus SUVs de grande porte, cedendo às pressões regulatórias europeias e à crescente eletrificação do setor. Felizmente para os amantes de carros de verdade, a marca alemã decidiu em sentido contrário. O bloco V8 biturbo AMG de 4.0 litros — conhecido internamente como M177 — retorna revisado, agora produzindo até 630 cavalos de potência e impensáveis 900 Nm de torque na versão S, com o auxílio do sistema EQ Boost de 48 volts que adiciona mais 22 cv de forma instantânea nas arrancadas.
O resultado é devastador: o GLE 63 S, apesar de pesar mais de 2,4 toneladas, faz o 0 a 100 km/h em apenas 3,8 segundos, enquanto o GLS 63 S — um SUV de sete lugares com proporções de navio — consegue a mesma marca em apenas 4,2 segundos. Para efeito de comparação, esses números rivalizam com supercarros que custavam fortunas há menos de uma década.
Tecnologia que Justifica Cada Centavo
Além do coração mecânico turbinado, os novos GLE 63 e GLS 63 chegam equipados com a mais recente geração da suspensão a ar AMG RIDE CONTROL+, com amortecedores de ajuste contínuo que analisam o pavimento em tempo real. O sistema de direção traseira ativa, que era opcional na geração anterior, agora vem de série, reduzindo o raio de giro e tornando esses mastodontes surpreendentemente ágeis em curvas fechadas.
A transmissão é a conhecida AMG SPEEDSHIFT MCT de 9 velocidades, com lógica de câmbio completamente reescrita para as novas versões. Os modos de condução se multiplicam: além dos tradicionais Comfort, Sport, Sport+ e Individual, os SUVs ganham o modo RACE, que libera todo o potencial do conjunto e permite ao motorista ajustar separadamente a resposta do motor, da transmissão, da suspensão e do sistema de tração integral AMG Performance 4MATIC+.
Frenagem e Segurança à Altura da Performance
Para dar conta de desacelerar semelhante quantidade de metal em movimento, a AMG especificou freios de cerâmica como opção, com discos dianteiros de 420 mm abraçados por pinças de seis pistões. O sistema de frenagem regenerativa, integrado ao mild hybrid, recupera energia nas desacelerações e a armazena na bateria de 48 volts, melhorando marginalmente a eficiência — algo que os proprietários certamente vão apreciar na hora de justificar o consumo para a família.
Interior: O Luxo que a AMG Sabe Entregar
Do lado de dentro, a experiência é de um laboratório tecnológico revestido em couro Nappa e fibra de carbono. O painel conta com a dupla tela MBUX de 12,3 polegadas com a interface AMG Track Pace, que registra dados de performance em tempo real. Os bancos esportivos AMG com ajuste elétrico de 14 vias e função de massagem massageiam os ocupantes enquanto o motor urra sob o capô — uma dicotomia deliciosa que só a AMG consegue entregar com tanta naturalidade.
O GLS 63 S, em particular, impressiona pela capacidade de transportar sete adultos em conforto de primeira classe sem abrir mão de nenhum décimo de segundo no 0 a 100. A terceira fileira de bancos ganhou mais espaço para pernas e um sistema de climatização exclusivo, tornando viagens longas genuinamente prazerosas mesmo para os passageiros do fundo.
Mercado Brasileiro: Um Terreno Fértil para os Gigantes AMG
No Brasil, o segmento de SUVs de luxo de alto desempenho tem crescido de forma consistente, mesmo diante de impostos de importação que praticamente dobram o preço dos veículos em relação ao mercado americano ou europeu. A Mercedes-Benz do Brasil confirma que os modelos AMG de maior cilindrada figuram entre os mais procurados da marca no país, com tempo médio de espera superior a seis meses em períodos de alta demanda.
O GLE 63 S da geração anterior era vendido no Brasil por valores acima de R$ 900 mil, enquanto o GLS 63 S ultrapassava a barreira de R$ 1,1 milhão. Com as novidades tecnológicas e o câmbio atual, é razoável esperar que os novos modelos cheguem ao mercado nacional com preços entre R$ 1,05 milhão e R$ 1,3 milhão, respectivamente — valores que, paradoxalmente, não deverão afastar a clientela cativa desses modelos no Brasil.
Vale lembrar que o Brasil é um dos poucos mercados emergentes onde a AMG mantém uma estrutura de distribuição robusta, com serviços especializados em todas as capitais. Isso é fundamental para justificar o investimento, considerando que a manutenção de um V8 biturbo AMG pode custar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil por revisão completa nas concessionárias autorizadas.
Concorrência: Quem Ousa Desafiar?
No mesmo território, os novos GLE 63 S e GLS 63 S terão que conviver com concorrentes igualmente impressionantes. O BMW X5 M Competition e o X7 M60i seguem como alternativas diretas, assim como o Porsche Cayenne Turbo GT para os que preferem uma abordagem mais cirúrgica. No segmento americano, o Jeep Grand Wagoneer L e a linha de desempenho da Cadillac Escalade-V também disputam a atenção dos compradores mais abastados.
No entanto, poucos conseguem entregar a combinação única de presença visual avassaladora, refinamento interno de altíssimo nível e desempenho quase absurdo que a AMG oferece nesse pacote. É difícil imaginar que chegar à escola dos filhos num GLS 63 S com escapamento em modo Sport+ passe despercebido.
Sustentabilidade: A AMG Também Se Adapta
Curiosamente, mesmo sendo SUVs a gasolina de grandes dimensões, os novos modelos AMG incorporam tecnologias que reduzem as emissões em relação às gerações anteriores. O sistema mild hybrid de 48 volts permite que o motor seja completamente desligado em voos planos na estrada, enquanto o modo ECO otimiza ativamente os parâmetros de injeção. A AMG afirma redução de até 12% no consumo médio em relação às versões anteriores — o que, na prática, significa sair de algo próximo a 7 km/l para talvez 8 km/l em condições ideais. Não exatamente um carro verde, mas um avanço real dentro do contexto da categoria.
Quando Chegam ao Brasil?
A Mercedes-Benz do Brasil ainda não divulgou oficialmente as datas de chegada dos novos GLE 63 S e GLS 63 S ao mercado nacional, mas fontes próximas à importadora indicam que os primeiros exemplares devem chegar ao segundo semestre de 2025, com entregas programadas para o início de 2026. As listas de espera, segundo concessionárias de São Paulo e Rio de Janeiro consultadas pela reportagem, já começam a ser formadas informalmente.
Para quem deseja garantir um dos primeiros exemplares, a recomendação dos especialistas é entrar em contato com as concessionárias AMG Performance Centers, que terão prioridade de alocação nos primeiros lotes de importação.
Conclusão: A Aposta que Valeu
A decisão da Mercedes-AMG de manter e aprimorar o motor V8 em seus SUVs de grande porte é, acima de tudo, um recado claro ao mercado: há clientes que não estão dispostos a abrir mão da experiência sonora, sensorial e emocional que apenas um oito cilindros biturbo pode proporcionar. O GLE 63 S e o GLS 63 S renovados não são apenas carros rápidos — são declarações de intenção de uma marca que entende que performance e luxo não precisam ser excludentes. No Brasil, onde o automóvel ainda carrega forte simbolismo de status e paixão, essa mensagem ressoa com força total. Prepare os ouvidos: o rugido do V8 AMG não vai calar tão cedo.




